Cemitérios do Rio realizam inédito recadastramento de jazigos

Objetivo é identificar sepulturas abandonadas ou usadas indevidamente

O grande número de jazigos abandonados, alguns pertencentes a famílias que já se extinguiram, e as denúncias num passado recente de jazigos vendidos mais de um vez para diferentes famílias motivam a realização, pela primeira vez, de um recadastramento das sepulturas perpétuas nos cemitérios do Rio.

Realizado pelas duas concessionárias que venceram as licitações para administrar os 13 cemitérios da cidade – Rio Pax e Reviver -, o processo de recadastramento digital da titularidade de jazigos teve início segunda-feira (17/05).

O recadastramento tem o objetivo de regularizar os documentos dos cessionários para garantir os direitos adquiridos pelos mesmos. No caso do São João Batista, que possui 40 mil sepulturas, por exemplo, são direitos assegurados ao longo de mais de 163 anos de existência do cemitério – que foi fundado em 1852, por Dom Pedro II.

Esse processo de recadastramento é necessário não apenas para a verificação da documentação, mas especialmente para certificar e validar os documentos originais. Dessa forma, explica Lourival Panhozzi, diretor da Rio Pax, evita-se que terceiros façam uso inadequado dos jazigos.

As famílias podem fazer o recadastramento pelos telefones 0800 726-1100 (Rio Pax) e 0800 282-5672 (Reviver) fornecidos pelas concessionárias para agilizar o processo, que será considerado concluído apenas com a confirmação dos documentos apresentados.

Aqueles que desejarem poderão também comparecer à administração dos cemitérios para dar início ao recadastramento. “Mais do que uma necessidade, esse é um direito do usuário”, salienta Panhozzi.

Manutenção

Não será preciso pagar pelo recadastramento, e a pessoa que quiser pode quitar a taxa de manutenção anual das sepulturas – regulamentada pela Prefeitura desde agosto de 2014 – no momento do novo cadastro. Esse pagamento, porém, não está atrelado ao recadastramento.